Hogwarts é maravilhosa, assim como minha família, porém está na hora de eu decidir que caminho seguirei. Embora não fosse necessário deixar a escola, ela só me traz de volta a épocas infelizes de minha vida.
Pai, não se preocupe. Estou morando com vovó agora e irei completar meu último ano de escola em um lindo lugar chamado beauxbatons, ela está até me ensinando a falar francês! Desculpe não ter sido a filha que você quis, mas você é maravilhoso e eu prometo que um dia voltarei!
É assim que me despeço. Espero que entendam.

Always,
Sophie

P.S: Nina, desculpe por não ter devolvido o seu livro! Acabei de lê-lo e é uma obra extremamente espetacular! Irei mandar minha coruja entregá-lo assim que possível.


@Henri

henri-lafont:

Com um olhar filosófico o rapaz começou a fitar as poucas luzes do local. Era óbvio que sentia um pouco de raiva após a discussão terrível que havia travado com Nina, contudo, a mesma não era da prima, era de si mesmo. Observou o garçom trazer a água de Sophie e dando um suspiro tenso tentou se acalmar. Estava tento uma noite extremamente agradável. Música boa, a cerveja saborosa e a companhia simpática e inteligente que Sophie representava. Deu um meio sorriso com as palavras da lufana e singelo fitou os dedos da moçinha que tamborilavam na mesa de madeira. – Sim. – Começou tranquilo. – Todos têm defeitos. – Anunciou reafirmando a frase da loira com um murmúrio silencioso. Sim, todos tinham defeitos. E na opinião de Henri ele era uma das pessoas mais carentes de virtudes. Era ignorante, impaciente e até mesmo excessivamente irônico em sua mente confusa.  Com um suspiro deu mais um gole em sua cerveja de ales com suavidade. – Acredito que às vezes um defeito para um pode ser uma qualidade para outro. – Disse após longos segundos em silêncio. Colocou uma das mãos sobre a de Sophie e depois pegou a mão da jovem fitando os dedos finos e delicados da moça como que tentando ler os pensamentos da mesma através das mãos femininas, não se sentia constrangido com o ato. Em seguida apoiou a mão de porcelana de Sophie na palma de sua mão e começou a observar o pulso da menina como que tentando enxergar o sangue rubro da mesma. – Um bom exemplo é o sangue. Para alguns ter o sangue puro é um atrativo e para outros é algo completamente indiferente. – Comentou pensativo. Pousou com leveza o braço de Sophie e ergueu o olhar para a mesma ainda refletindo sobre defeitos e qualidades. – É engraçado que as pessoas se preocupem tanto com algo que está coberto por pele… – Afirmou com um suspiro. Sabia bem que eram ambos sangues-puros e sabia que aquilo era inegavelmente inútil. Pegou a caneca cheia até a metade de cerveja e não se sentiu muito entorpecido pelo álcool. - Até outro dia pensava que deveríamos ver o interior das pessoas, a personalidade delas. Para mim o sangue se tornou algo completamente externo e, assim ignorável. Todos se preocupam com algo tão banal quanto a linhagem e a pureza do sangue. Que retrocesso…


Fitou o garoto e o ouviu falar sobre aquilo com tanta certeza que adquiriu uma atitude indagadora também. Não se importou quando o rapaz examinou sua mão e tentou acompanhar os pensamentos dele. Era extremamente ridículo o modo como algumas pessoas tratavam o sangue. Seus olhos pousaram em Henri, enquanto a moça questionava o assunto. -Na realidade, não é um retrocesso. -Afirmou, franzindo o cenho pensativa. -Talvez essas pessoas com ideologias tão banais pararam no tempo enquanto o restante de nós percebeu que há mais além do sangue. Afinal, para retroceder é preciso haver progresso. -Completou. Sophie sorriu gentilmente, lembrando-se repentinamente de que não estava mais em Hogwarts. Um pensamento lhe ocorreu. Na verdade, ela andava pensando sobre aquilo há um bom tempo, porém não sabia se seria capaz de executar aquele plano. Desde a conversa que tivera com Nina, a lufana criava um pouco mais de coragem a cada dia. -Henri, se eu te pedisse que não contasse a ninguém sobre ter me visto hoje, você faria isso? -Perguntou, embora fosse retoricamente. Era sua chance de livrar-se de tudo aquilo que lhe incomodava. Talvez pudesse fazer uma visita à sua avó. Ela guardaria seu segredo. A loirinha levantou-se em um salto e arregalou os olhos para o rapaz. -Desculpe, mas tenho que ir. -Disse sem mais protelação. Deu passos rápidos para fora do pub e quando sentiu o vento gélido da rua tocar seu fino rosto, aparatou.


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singmetomuses:

Katrina & The Waves | “Walking On Sunshine”


@Henri

henri-lafont:

Henri forçou um sorriso quando Sophie comentou sobre sua prima. Ele havia brigado com a mesma há alguns dias após seu impulsivo beijo no dia de São Valentim. Continuou a comer se demorando para responder ao comentário da lufana e após alguns segundos também terminou de se alimentar colocando os talheres como a etiqueta mandava no prato vazio. – Obrigado pelo elogio. – Afirmou dando uma risada categórica e bebericando a caneca de vidro que já estava no fim. Acabou se incomodando com o elogio de Sophie pelo simples fato de não gostar que o apontassem suas virtudes. Preferia sofrer pensando que elas eram inexistentes. Fitou a caneca e em apenas um gole terminou a cerveja escura bateu o copo na mesa de madeira e pensou em beber para esquecer da prima e curtir o passeio. Henri não sentia tontura alguma com a bebida alcoólica. Era bem forte para as mesmas. Observou um garçom retirar os pratos e pediu para que o mesmo enchesse seu copo. Depois virou os olhos azuis para Sophie e sorriu com simpatia. – Contudo, não sou a pessoa mais gentil do local. – Disse galanteador pensando logo em seguida no quanto havia sido mal educado com a prima no dia em que haviam brigado. O atendente do pub voltou com sua caneca novamente cheia e Henri começou a tomar o conteúdo com tanta pressa que acabou sujando os lábios de espuma. Pegou o guardanapo com um agradável constrangimento e sorriu passando uma das mãos pelos cabelos claros. – Acho que você e Nina que deveriam ser primas. São ambas muito gentis. Só que você é mais alegre que ela. Minha prima pode ser bem melancólica e dramática quando quer. – Comentou relativamente nervoso ao se lembrar da prima. A qual estava brigado.

Quando o garçom veio à mesa, pediu um copo d’água. Aquela bebida trouxa estava começando a deixar os sentidos de Sophie um tanto entorpecidos. Retribuiu o sorriso a Henri e arregalou os olhos. -Claro que é! -Disse genuinamente. A loirinha sinceramente achava Henri brilhante, porque além de ser gentil e educado, possuía um conhecimento muito amplo sobre assuntos inteiramente interessantes. O atendente depositou seu copo cheio de água na mesa e a moça logo deu alguns goles. Sentiu o líquido refrescante aliviar a amargura que a cerveja havia deixado em sua boca. Ela não entendia porque o rapaz estava falando tais coisas, era óbvio para qualquer um que os dois eram parentes, e o fator mais relevante para identificar isso era a gentileza de ambos. -Todos temos nossos pontos negativos. -Falou, embora estivesse quase certa de que o corvino não possuía algum. Tamborilou os dedos na mesa ao som da música que ainda tocava no pub. Uma das poucas coisas trouxas sobre qual tinha um conhecimento mais amplo era a música. Embora literatura despertasse seu interesse, a lufana não era muito familiarizada com livros escritos por pessoas não-mágicas. Fitou o rosto do jovem, percebendo que ele aparentava um tanto nervoso, talvez até aéreo. 


Anonymous asked: Você é linda, não deixe que os invejosos te deixem pra baixo.

Obrigada! Jamais deixarei isso acontecer, você é maravilhoso(a)!


Anonymous asked: Fale pelo menos um garoto interessante de cada casa. Não diga que não nota.

Perdão, mas como eu vou poder dizer quais garotos eu acho mais interessante de cada casa se não conheço muita gente? E sinceramente, não acho ninguém interessante por enquanto. Pelo menos não da forma que você está sugerindo.